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27 setembro 2011

{Diário da Obra} Parte 2 - Área Gourmet

Antes e Depois da varanda gourmet

A segunda parte do post sobre a varanda refere-se a área gourmet. De frente ao que compreende pia e churrasqueira, construi um grande balcão gourmet, com 3,50m de comprimento, reunindo as funções de balcão de refeições (h=110cm) e bancada de serviço (h=90cm), acomodando confortavelmente seis pessoas, e que inclui cooktop elétrico duas bocas, espaço para uma futura instalação de chopeira embutida (posteriormente publico aqui mais detalhes sobre ela), adega para vinhos e armários com equipamentos e acessórios.

O revestimento básico (tampos e frontões) optei pelo em Granito Preto São Gabriel, a base foi em alvenaria, com vigas inclusive para suportar o peso do granito. Os gabinetes fiz em marcenaria e  o revestimento frontal do balcão, foi um achado da Keystone que dá seu showzinho a parte, formando um mosaico interessante de pedra e madeira. Ele é iluminado por uma fita de LED branca, dando uma leveza ainda maior na peça, a noite.

A iluminação do ambiente faz toda a diferença

A varanda faz divisa com a cozinha, e tinha uma porta de acesso direto, que decidi fechar com essa parede de tijolos rústicos à vista, devido ao pouco espaço interno na cozinha (extremamente pequena, teve sua área útil ainda mais prejudicada por três portas existentes – uma de acesso para a lavanderia, outra para a sala e outra para a varanda). Assim resolvi este problema e dei mais unicidade também ao ambiente da varanda.

Num próximo post, trato melhor a respeito da cozinha, mas o fato é que uma das soluções foi fechar o acesso a varanda e transformar aquele pequeno nicho formado, um espaço para encaixar o meu fogão e coifa. Isso me deu área para uma boa bancada de trabalho internamente e gavetões de paneleiros. Já do lado da varanda, a parede criada tornou-se uma extensão da parede da churrasqueira com um pequeno recuo (15cm) que dá um certo movimento na estrutura, ao invés de “chapar” e ficar um grande paredão.

Para atenuar ainda mais, essa ‘nova’ parede foi revestida em tijolo aparente (ou ‘à vista’, como também é chamado), com o efeito de “demolição” - um dos acabamentos mais apreciados e utilizados, que dão o efeito de envelhecidos (após assentá-los, remove-se o excesso de massa e com uma esponja úmida espalha o resto do cimento, dando o efeito. No caso das construções antigas, após retirar o reboco, é só raspar a sua cobertura e deixá-los à vista).

Um ambiente de living em “L” e um espaço reservado para um pequeno jardim suspenso, complementarão as atividades nesta área. O envidraçamento da varanda garante tranqüilidade acústica e térmica em qualquer época do ano.

Detalhes da reforma: destaque para o mosaico em cerâmica no piso imitando tabeira de madeira
Detalhes da reforma: destaque para o balcão gourmet como ponto focal da varanda
Ainda está pendente finalizar a decoração, com as banquetas do balcão, o jardim, enfim, adequações que vou fazer com o tempo por enquanto. Tão logo complete o projeto, publico aqui para vocês!

09 abril 2011

Mármore ou Granito? | Escolha sua 'pedra preciosa'

Antes de escolher entre o mármore ou granito, é preciso saber as características, aplicações e usos indicados para cada um. É possível diferenciar um tipo de mármore ou granito de outro pela sua cor e desenhos das nuances. No entanto, cada tipo possui características específicas: um mármore pode ser mais poroso que outro, por exemplo.

O mármore é composto por um mineral e por calcita. Já o granito é formado por três minerais (a mica, feldspato e quartzo). Na prática, isso significa que o granito é bem mais duro, resistente e menos poroso do que o mármore, que risca com mais facilidade. No mercado, existem disponíveis mármores e granitos nacionais ou importados. Um dos fatores que influi na oferta e preço desses diversos tipos é sua raridade: quanto mais raro, mais caro.

O Brasil possui muitas jazidas de granito e está entre os grandes exportadores de granito do mundo, mas sua produção de mármores ainda é pequena. Por isso, o produto importado também ocupa espaço no mercado brasileiro.

Para diferenciar o Mármore do Granito: Risque com uma faca ou canivete (uma peça de metal) a superfície do material, de preferência em uma parte que não fique visível. O mármore ficará marcado e o granito, em menor proporção devido à sua dureza. Outra diferença é o próprio visual: o granito é mais mesclado, enquanto a coloração do mármore é mais uniforme.

Ambos possuem alta qualidade, o importante é saber quais as aplicações mais indicadas para um e para o outro. Aplicações: como escolher? O mármore deve ser utilizado preferencialmente em ambientes internos. Isto, porque o material sofre com a ação do tempo (possui sensibilidade à chuva ácida) e da poluição.

Também deve ser evitada a utilização de mármore em áreas de tráfego intenso, pois desgasta-se mais facilmente. Outro ambiente a ser evitado é a cozinha: por ser poroso, absorve gordura. Além do mais, não tendo resistência contra ácido, pode adquirir manchas e perda de brilho com produtos como vinagre, limão ou materiais de limpeza pesados.

O mármore é mais indicado que o granito para revestimento de paredes internas, porque é mais leve. Ambos são indicados para piso interno, no entanto é preciso o cuidado de impermeabilizar o contrapiso, no caso de aplicação em andar térreo. Além do mais, é recomendável utilizar cimento branco nos mais sensíveis, como granito claros e mármores, para não correr risco de alterar sua cor.

Neste caso, evite os mármores mais porosos, que correm o risco de manchar-se com a umidade, apesar da impermeabilização. Se ainda tiver dúvidas quanto às suas aplicações, lembre-se que o mármore é menos resistente à riscos, mais macio e poroso. O granito, mais pesado e mais resistente.

Cuidados a serem tomados: Qualquer peça de mármore ou granito requer apenas pano úmido. Se necessitar utilizar detergente, escolha sempre o neutro incolor. Nunca utilize produtos como água sanitária ou produtos ácidos ou corrosivos. No caso do mármore, é preciso, ainda, tomar muito cuidado com líquidos: café, refrigerantes, produtos oleosos, etc.

Como são porosos, tendem a absorver líquidos. A dica é limpar o local imediatamente, utilizando apenas água e detergente neutro incolor. Tome cuidado, também, ao utilizar o granito polido: em pisos externos, torna-se escorregadio, porém, existem alternativas como o granito apicoado ou flameado que ficam antiderrapantes. Por outro lado, é uma excelente opção para a bancada da cozinha, por ser bastante higiênico. Fonte: http://www.lestemarmores.com.br

Eu pessoalmente sou bem adepta ao granito, mais que o mármore, exatamente por uma de suas características marcantes como durabilidade e facilidade na limpeza. Devido a menor porosidade em relação ao mármore, o acúmulo de sujeira é menor fazendo com que a limpeza dure, prolongando o aspecto da boa aparência. Só tome cuidado com as pigmentações muito escuras que podem acabar deixando seu ambiente pesado, principalmente em banheiros. Já para as tonalidades claras o cuidado deve estar na argamassa, que deve ser usada na cor branca para que as peças de granito não fiquem tingidas.

Encontrei pela internet um catálogo bem completo de mármore e granito para que conheçam a grande variedade existente no mercado. Confira no link: http://www.predisa.com.br/ 

Algumas inspirações sobre como podemos aplicar essas pedras "preciosas" e deixar como jóia o seu ambiente:


 Fotos: Google

08 abril 2011

{Diário da Obra} Do papel ao ‘concreto’: Mãos a Obra!

Neste relato do {Diário da Obra}, passamos da definição do projeto e vamos agora a execução, a obra propriamente. Ninguém duvida dos benefícios de contratar um profissional para tocar a construção ou a reforma da casa - isso garante um projeto adequado às necessidades da família, o cumprimento de cronogramas e a execução de acordo com o planejado. Para decidir que tarefas contratar, você precisa estar por dentro dos processos da construção, ou seja, do passo-a-passo da obra. O profissional pode auxiliá-lo desde o momento da compra do terreno, por exemplo, até a hora de escolher os materiais - tudo depende da formação dele e da estrutura que o escritório tem a oferecer. Por isso, solicite ao arquiteto ou ao engenheiro uma lista dos serviços que ele costuma efetuar.

Aposte no contrato: esse é o compromisso entre você e os profissionais envolvidos na obra e, por isso, deve ser muito claro. Começando pelo escopo do trabalho, que se for bem detalhado garante a precisão do valor e do resultado da obra. Sugiro que o documento especifique (além dos serviços a serem executados) também aquilo que o arquiteto ou o engenheiro não fornece - e, se fornecer, qual será o custo estimado.

No meu caso, sabendo das minhas limitações físicas – estando gestante – e portanto, com meu cronograma para entrega da reforma extremamente enxuto, optei em contratar uma engenheira civil para executar o meu projeto, coordenar os projetos complementares (luminotécnica, áudio e vídeo, vidraçaria, marmoraria, gesso e marcenaria) e administrar a obra como um todo. Desse trabalho fazem parte as compras e o recebimento dos materiais da reforma, a mediação dos fornecedores e prestadores de serviço que contratei diretamente para os projetos complementares e o acompanhamento da sua execução.

Gerir uma obra do princípio ao fim, não é uma tarefa fácil, é preciso tempo para se dedicar e acompanhar de perto, estar disponível invariavelmente para contornar contratempos, rever etapas, conclui-las enfim. E mais importante de tudo isso, otimizar: Time is Money mesmo em uma obra, seja de grande ou pequeno porte! Analise custo x benefício com o máximo de imparcialidade possível, reflita a médio e longo prazo a respeito do seu fluxo de caixa e verifique o quanto vale o investimento.


Escopo preliminar dos serviços que contratei para a reforma

14 março 2011

{Diário da Obra} Do papel a execução

Vocês já sabem que a blogueira aqui está de casa nova (na verdade um apê novo) e realizando a sua reforma, razão pela qual, há muito tento estar em dia com minhas postagens mas sem muito progresso...peço desculpas inclusive por isso!

Bem, e tem sido tantas aventuras entre cotações e execuções, que decidi dividir com vocês o {Diário da Obra} que começo oficialmente, hoje aqui no blog.

A idéia é acompanharem comigo, o andamento do princípio ao fim, compartilhando o projeto, execução, dicas e porque não, aprendizados! Afinal, uma coisa é no papel, a outra... vocês já sabem! Então, fiquem a vontade para me acompanhar nessa jornada, sugerir e questionar ok?! Vamos lá, mãos à obra!

{Diário da Obra} - Traçando o perfil, definindo o projeto

Concretizar a distribuição de um espaço desejado e imaginado apenas em mente é um sonho idealizado por todas as pessoas. Procurar um profissional que consiga traduzir a realidade subjetiva do cliente é cada vez mais comum, embora ainda assim essa decisão costume ser seguida de incertezas e dúvidas. Mas independente deste recurso, é importante saber que para se desenvolver um bom projeto, o começo de tudo deve ser a definição do que será o estilo da casa, e a partir dele, identificar o ‘chamariz’, a atração principal de todos os ambientes – isso é o que dará a personalidade ao lugar. Personificar conforme “a cara do dono”.

E para facilitar a nomeação da “menina dos olhos” do projeto, deve-se traçar o perfil, o estilo de vida dos moradores, freqüentadores daquele ambiente. Para identificar este perfil, é importante que se consiga o máximo de informações possíveis, pertinentes é claro, ao dia-a-dia dessas pessoas e que de alguma maneira, o projeto possa contribuir positivamente, agregando conforto, funcionalidade e segurança, a sua qualidade estética.

Na minha casa, traço o seguinte perfil: um casal, 33 e 35 anos, uma filhinha a nascer em abril, sem animais de estimação (por enquanto), uma empregada que trabalha diariamente, mas que não mora na casa. Sou formada em marketing, atualmente estudo design interior, atuo como freelancer em casa. Meu marido é formado em engenharia elétrica, trabalha como gerente de vendas e viaja bastante a trabalho, mas procura estar de volta as sextas. Gostamos de receber os amigos em casa, adoramos um drink para encerrar a semana. Ele tem como hobby cozinhar, cuidar de plantas, whisky e charutos, vídeo game e bricolagens em geral. Meu hobby seria decoração, escrever, desenhar, internet – estou sempre nos blogs e redes sociais, assistir a filmes, tomar um bom vinho e receber pessoas. Nossos familiares moram próximos, dispensando a necessidade de dormirem em casa.

Assim, a leitura do perfil acima, determina naturalmente que a área social seja o ‘ponto focal’ de todo o trabalho. Por isso trabalhei o projeto em cima da área de 'convivência' da casa, integrando as salas de jantar e home theater, a área de living e churrasqueira, estes já na própria varanda.

Projeto definido, agora é "mãos a obra"!

16 janeiro 2011

The Rainbow House | O lúdico através do design

Muito mais que uma casa 'arco-íris', um lugar de muita energia, muito astral! Mostra que a magia ainda é possível através do design. Impossível não querer adentrar a esse mundo divertido e convidativo. Então deixa de lado só por um momento, as pré-concepções a respeito de viabilidades técnicas desta casa, e divirta-se pelo tour! Conheça, The Rainbow House, localizada em Londres, Inglaterra.



The Rainbow House, London from Ab Rogers Design on Vimeo.



Vídeo: The Rainbow House by Viemo (www.vimeo.com)

11 janeiro 2011

Workplace Innovation | O Escritório Sustentável da Philips

Com meta de se tornar empresa líder de saúde e bem-estar, a Philips implementou o conceito Workplace Innovation que estimula a integração das pessoas, o uso de tecnologia de ponta e garante um ambiente de trabalho inteligente, eficiente, sustentável e ao mesmo tempo com mais qualidade de vida. Veja abaixo outros detalhes.

Arquitetura revolucionária

Bem-estar e produtividade com alta qualidade de vida são algumas das metas da Philips. Para alcançá-las, a empresa adotou um projeto de arquitetura inovador. No novo escritório, os funcionários podem escolher as áreas em que preferem trabalhar de acordo com suas atividades. À disposição, eles têm espaços diversos para diferentes níveis de formalidade ou para atividades que demandem trabalho em equipe ou concentração total. Cada departamento da empresa tem uma vizinhança pré-definida, para que a ocupação dos espaços aconteça de forma inteligente, entretanto, os funcionários têm mobilidade dentro do prédio para permitir maior interação entre as diferentes áreas.


Estações de trabalho totalmente ou parcialmente abertas, a disposição
Convivências (espaços de tamanhos variados para encontros informais)

Salas individuais para trabalhos que demandem concentração ou ligações importantes

Salas de Reuniões (de tamanhos variados para encontros formais)

A empresa investiu num design que estimula a criatividade e o contato entre as pessoas. Os espaços são coloridos, com mobiliários confortáveis e divertidos e concebidos para que a Philips seja percebida de acordo com a identidade visual adotada globalmente, além de promover o bem-estar nesses ambientes.

“Em termos de arquitetura, a Philips apostou num design instigante que incita a descoberta, com cores vibrantes que nada lembram os convencionais escritórios corporativos. Desde a chegada, o visitante já identifica que aquele ambiente é Philips. Os espaços são concebidos para que a Philips seja vista e sentida”, explica a arquiteta responsável pelo projeto Cláudia Andrade.

Iluminação do Futuro

A nova sede tornou-se um show room de iluminação, que inclui lançamentos mundiais, de última geração em eficiência energética e design. Todos os espaços contam com sensores de luz natural e de presença automatizados. Salas de trabalho e de reunião contam com dimerização que possibilita aos seus usuários escolher a intensidade e o tom da cor que gostariam de definir para melhor realizar seu trabalho. Um exemplo é a luminária Savio que é programável para seguir o ritmo biológico e estimula a produção dos hormônios cortisol (que mantém o estado de alerta) e melatonina (que acalma). Ainda é possível controlar a cor (azulada ou amarelada) e a intensidade de luz.

“Em cada ambiente, a iluminação foi pensada para atender as necessidades dos usuários somando o sentimento de bem-estar e a economia de energia. Foi um projeto único porque explorou todo o portifólio de produtos da Philips o que nos permitiu experimentar diversas soluções, muitas ainda nem disponíveis no Brasil. O conjunto de todos os recursos que usamos chama a atenção. Será perceptível aos usuários o trabalho com cores, efeitos, luminosidade e interação com a luz natural”, explica o lighting designer Gilberto Franco, do escritório Franco & Fortes.

Tecnologia de ponta

Para garantir os princípios de mobilidade, flexibilidade e produtividade a Philips disponibiliza aos funcionários uma série de recursos tecnológicos, a começar por um sistema de conexão completa (seja por e-mail, compartilhamento de dados, comunicador interno, webmeetings (Connect Meeting e Connect Webmeeting) e conexões para chamadas telefônicas. Há ainda internet sem fio em todo o escritório, acesso ao prédio simplificado com cartão inteligente, telefone celular para todos os funcionários com mobilidade, aplicações para chamadas VoIP gratuitas para chamadas de PC para PC e reuniões virtuais. Além disso, a empresa possui sistema de impressão e digitalização de arquivos central, que estimulará a redução de impressões de uma forma geral, economizando o uso de papel.

Fonte e Fotos: Ketchum Digital Brasil, Assessoria de Imprensa da Philips
Sobre a Philips do Brasil acesse: http://www.philips.com.br/

10 novembro 2010

Acessibilidade | Banheiros Adaptados

Casa Cor MS | 'Lavabo Acessivel' - por Roberto Araújo e Grace Bello
Já é um 'chavão' o desafio que todos nós temos, ao buscar aliar funcionalidade a estética nos projetos de ambientes. No entanto, quando nos referimos a acessibilidade, esse desafio se amplia e, mais que isso, torna-se um dever de todo profissional. É preciso respeitar a risca, cada norma para garantir ao portador de necessidade física, um espaço seguro, funcional e, sim, esteticamente apresentável. Muito do que vemos por aí, são exemplos do 'rearranjo' mal pensado, buscando (ditas) soluções pontuais, para atender de imediato. Mas poucos entendem que a curto prazo só se consegue maiores prejuízos, retrabalhos, futuros. Então pare, reflita, planeje. E mãos a obra!


Encontrei este excelente post publicado no site da Clique Arquitetura, e que a Arquiteta Nadine Voitille, Socia Gerente da Clique, gentilmente me autorizou a compartilhar aqui no blog, o conteúdo na íntegra.

Confiram!
Introdução

Banheiros adaptados atendem a quem utiliza cadeira de rodas, aparelhos ortopédicos, próteses e também a quem precisa de apoio, como idosos e crianças.

Os sanitários para portadores deficiência física devem ser facilmente acessados, ficando próximo das circulações principais e sinalizados. As normas que devem ser obedecidas estão na NBR9050 (Acessibilidade de Pessoas Portadoras de Deficiências a Edificações, Espaço, Mobiliário e Equipamentos Urbanos).

Sanitários públicos: do total deles em um edifício, 5% devem ser adaptados.

Considerações gerais:

◦ Armários: mínimo 30cm do piso, deixando livre a extremidade inferior. Altura máxima 1,20m a partir do piso e puxadores e fechaduras entre 80 e 100cm;
◦ Cabideiros devem ficar entre 80cm e 1,20m do piso, assim como registros;
◦ Desnível máximo para o piso: 1,5cm
◦ Dispositivo de Sinalização de Emergência: poderá ser instalado perto do box ou da bacia a uma altura de 40cm do piso, para acionamento em caso de queda.

Para ilustrar seguem alguns modelos. O objetivo é transmitir algumas noções básicas que auxiliam na colocação de barras de apoio, espelhos, bacias, pias e chuveiros. Para mais informações e vários detalhes adicionais consulte a NBR9050 ou um profissional especializado (link ao final do texto).

Módulo Básico

◦ Dimensão: o ideal é 1,50m X 1,70m mas poderá medir 1,50m X 1,50m (media mínima e neste caso a porta deve ter 1m de largura - confira na NBR9050 ilustrações);
◦ Barras laterais: altura 75cm a partir do piso acabado (medidos pelo eixo de fixação), comprimento mínimo 80cm (deve avançar 50cm a partir da extremidade frontal da bacia), diâmetro entre 3,5 e 4,5cm e distância de 4cm no mínimo da parede, ou seja, a parte mais externa estará a, no mínimo, 7,5cm da parede. O eixo da bacia deverá estar a 40cm da face da barra lateral. Já a barra dos fundos deve estar a no máximo 11cm da parede dos fundos (em relação à sua face externa) e deve extender-se no mínimo 30cm além do eixo da bacia em direção à parede lateral;
◦ Bacia sanitária: melhor o modelo sem caixa acoplada. Caso tenha, deve-se garantir a instalação da barra de apoio dos fundos para evitar que a caixa seja utilizada como apoio. Neste caso a altura entre a face da barra e a caixa acoplada deve ser de no mínimo 15cm. A altura do assento da bacia sanitária deve ficar entre 43 e 46cm do piso acabado (medidas da borda superior, sem o assento). Considerando com o assento, a medida máxima de altura é 46cm. Se for usada base de alvenaria para erguer o vaso sanitário, esta base não deve ter mais de 5cm além do contorno da bacia;
◦ Válvula de descarga: altura máxima 1m e se possível com alavanca ou mecanismos de acionamento automático;
◦ Papeleira: altura entre 50 e 60cm a partir do piso e a 15cm a partir da ponta frontal da bacia;

Banheiro Adaptado: módulo básico. Fonte: Portal Clique Arquitetura

Modelo 2 (com pia)

◦ Dimensão: 2,00 de largura X 1,70m (em um módulo de 1,50 x 1,70m também é possível inserir um lavatório no canto - para conferir o desenho acesse a NBR9050);
◦ Barras laterais: altura 75cm a partir do piso acabado (medidos pelo eixo de fixação), comprimento mínimo 80cm (deve avançar 50cm a partir da extremidade frontal da bacia), diâmetro entre 3,5 e 4,5cm e distância de 4cm no mínimo da parede, ou seja, a parte mais externa estará a, no mínimo, 7,5cm da parede. O eixo da bacia deverá estar a 40cm da face da barra lateral. Já a barra dos fundos deve estar a no máximo 11cm da parede dos fundos (em relação à sua face externa) e deve extender-se no mínimo 30cm além do eixo da bacia em direção à parede lateral;
◦ Bacia sanitária: melhor o modelo sem caixa acoplada. Caso tenha, deve-se garantir a instalação da barra de apoio dos fundos para evitar que a caixa seja utilizada como apoio. Neste caso a altura entre a face da barra e a caixa acoplada deve ser de no mínimo 15cm. A altura do assento da bacia sanitária deve ficar entre 43 e 46cm do piso acabado (medidas da borda superior, sem o assento). Considerando com o assento, a medida máxima de altura é 46cm. Se for usada base de alvenaria para erguer o vaso sanitário, esta base não deve ter mais de 5cm além do contorno da bacia;
◦ Válvula de descarga: altura máxima 1m e se possível com alavanca ou mecanismos de acionamento automático;
◦ Papeleira: altura entre 50 e 60cm a partir do piso e a 15cm a partir da ponta frontal da bacia;
◦ Lavatório: deve ser suspenso e sua borda superior deve estar entre 78 e 80cm de altura em relação ao piso acabado, devendo a parte inferior ser livre de obstáculos e respeitar a altura livre mínima de 73cm; o sifão e a tubulação devem estar a no mínimo a 25cm da face externa da pia; a torneira deve ser acionada por alavanca ou dispor de acionamento automático e estar a no máximo a 50cm da face externa da pia;
◦ Barra apoio lavatório: é necessária a instalação de barras de apoio ao redor do lavatório (obedecendo a altura deste);
◦ Espelho: a base inferior deve estar no máx. a 90cm do piso e a altura da borda superior deve estar a no mín. 1,80m do piso acabado. Quando inclinar 10º o espelho em relação a parede a altura da borda inferior deve ser de no máximo 1,10m e a borda superior de no mínimo 1,80m do piso acabado;
◦ Acessórios junto ao lavatório (como saboneteiras e toalheiros): devem estar entre 80cm e 120cm do piso acabado.


Modelo 2: bacia sanitária e pia. Projeção indica o espaço destinado à cadeira de rodas com aproximação frontal. Fonte: Portal Clique Arquitetura.
Modelo 3 (com pia e ducha)

◦ Dimensão: 2,05 de largura X 2,40m (módulo desenvolvido pela equipe do Portal Clique Arquitetura, baseado na NBR9050);
◦ Barras laterais: altura 75cm a partir do piso acabado (medidos pelo eixo de fixação), comprimento mínimo 80cm (deve avançar 50cm a partir da extremidade frontal da bacia), diâmetro entre 3,5 e 4,5cm e distância de 4cm no mínimo da parede, ou seja, a parte mais externa estará a, no mínimo, 7,5cm da parede. O eixo da bacia deverá estar a 40cm da face da barra lateral. Já a barra dos fundos deve estar a no máximo 11cm da parede dos fundos (em relação à sua face externa) e deve extender-se no mínimo 30cm além do eixo da bacia em direção à parede lateral;
◦ Barras para o Boxe: na parede de fixação do banco deverá ser instalada uma barra vertical a 75cm do piso, com comprimento mínimo de 70cm e a uma distância de 85cm da parede lateral ao banco. Na parede lateral ao banco devem ser instaladas 2 barras de apoio, sendo uma vertical e outra horizontal (ou uma em "L"). Confira as medidas nos desenhos abaixo e para saber mais acesse a NBR9050 (link ao final do texto).
◦ Bacia sanitária: melhor o modelo sem caixa acoplada. Caso tenha, deve-se garantir a instalação da barra de apoio dos fundos para evitar que a caixa seja utilizada como apoio. Neste caso a altura entre a face da barra e a caixa acoplada deve ser de no mínimo 15cm. A altura do assento da bacia sanitária deve ficar entre 43 e 46cm do piso acabado (medidas da borda superior, sem o assento). Considerando com o assento, a medida máxima de altura é 46cm. Se for usada base de alvenaria para erguer o vaso sanitário, esta base não deve ter mais de 5cm além do contorno da bacia.
◦ Válvula de descarga: altura máxima 1m e se possível com alavanca ou mecanismos de acionamento automático;
◦ Papeleira: altura entre 50 e 60cm a partir do piso e a 15cm a partir da ponta frontal da bacia;
◦ Lavatório: deve ser suspenso e sua borda superior deve estar entre 78 e 80cm de altura em relação ao piso acabado, devendo a parte inferior ser livre de obstáculos e respeitar a altura livre mínima de 73cm; o sifão e a tubulação devem estar a no mínimo a 25cm da face externa da pia; a torneira deve ser acionada por alavanca ou dispor de acionamento automático e estar a no máximo a 50cm da face externa da pia;
◦ Barra apoio lavatório: é necessária a instalação de barras de apoio ao redor do lavatório (obedecendo a altura deste);
◦ Espelho: a base inferior deve estar no máx. a 90cm do piso e a altura da borda superior deve estar a no mín. 1,80m do piso acabado. Quando inclinar 10º o espelho em relação a parede a altura da borda inferior deve ser de no máximo 1,10m e a borda superior de no mínimo 1,80m do piso acabado;
◦ Acessórios junto ao lavatório (como saboneteiras e toalheiros): devem estar entre 80cm e 120cm do piso acabado.
◦ Área de Transferência: deverá ser prevista uma área de transferência externa ao boxe, estendendo-se no mínimo 30cm além da parede onde o banco está fixado (veja a figura abaixo). Se houver porta no boxe esta não pode interferir na transferência da cadeirade rodas para o banco e deve ser de material resistente a impactos;
◦ Boxe: a medida mínima é de 90 x 95cm;
◦ Banco: deverá haver dentro do boxe um banco de apoio articulado ou removível, com cantos arredondados e superfície antiderrapante e impermeável. Comprimento mínimo 70cm, profundidade mínima 45cm e altura de 46cm em relação ao piso acabado;
◦ Chuveiro: registros e misturadores devem ser do tipo alavanca, preferencialmente monocomando e instalados a 45cm da parede de fixação do banco e a 1m de altura em relação ao piso acabado. Deve haver ducha manual, na qual deve haver o controle de fluxo da água e a ducha deve ser instalada a 30cm da parede de fixação do banco a altura de 1m do piso acabado;

Modelo 3: bacia sanitária, lavatório e ducha. Fonte: Portal Clique Arquitetura.
Elevação apresenta medidas de colocação dos equipamentos. Fonte: Portal Clique Arquitetura.
Banheira


◦ Banco lateral: altura 46cm, 45cm largura, com parede atrás para apoio e com largura igual à da banheira (indicado em marrom na figura abaixo);
◦ Banheira: altura 46cm do piso;
◦ Registros: 30cm acima da linha da banheira, de preferência monocomando e acionado por alavanca;
◦ Barras laterais: horizontais e verticais, 20cm acima da linha da banheira e com 90cm de comprimento (em vermelho indicamos a barra vertical que está a 20cm da linha da banehiro e tem 90cm de comprimento).

Ilustração apresenta banheira e banco representado na cor cinza com suas medidas. Fonte: Portal Clique Arquitetura.

Fontes Consultadas e Indicadas:


NBR9050 / 2004 - 2ªedição. Acessibilidade a Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos.

03 novembro 2010

Madeira | Use Com Consciência



Se você é fã desse material nobre, conheça os cuidados para escolher opções sustentáveis para a estrutura, o piso e os móveis.

Quanto vale uma árvore que foi retirada da floresta de maneira sustentável, ou seja, de modo a garantir a manutenção da biodiversidade da área ao longo de muitos anos? Essa talvez seja a principal questão quando o assunto é o uso consciente da madeira. O Greenpeace Brasil estima que 80% das toras produzidas anualmente na Amazônia tenham origem ilegal.

“Muitas vezes, elas são obtidas de forma predatória, sem pagamento de impostos ou cuidados socioambientais”, afirma Daniele Rua, coordenadora de Cadeia de Custódia FSC (Conselho de Manejo Florestal), da certificadora Imaflora. “São fatos que permitem um preço final mais baixo”, explica. Em outras palavras, a madeira ilegal é falsamente barata.

Mas isso não quer dizer que a versão sustentável tenha que custar muito mais. Segundo o Imaflora, algumas empresas vendem produtos de origem comprovada com sobrepreço, pois têm clientes que condicionam a compra à certificação e aceitam pagar mais por isso. Para o arquiteto Gustavo Calazans, de São Paulo, falta um equilíbrio. “Uma demanda maior ajudaria a baixar o preço”, diz.

SELOS VERDES

Para a construção de estruturas, desde os anos 60, as árvores nativas dividem espaço com as plantadas, que já ocupam 6,1 milhões de hectares no país. “As de reflorestamento, como pínus e eucalipto, podem ser cortadas com idade entre 10 e 15 anos, enquanto as nativas precisam de mais de 30 anos”, compara Carlos Alberto Funcia, presidente da Sociedade Brasileira de Silvicultura. Mas é preciso considerar que essas espécies não dispõem de alta resistência natural e pedem mais cuidados na manutenção. Hoje, cerca de 60% dos quase 5,5 milhões de hectares de florestas certificadas no Brasil pelo FSC correspondem a áreas plantadas. Os outros 40% são florestas naturais, sobretudo da Amazônia. Para muitos especialistas, carimbos verdes seriam a única forma de garantir a sustentabilidade. Além dele, o Brasil conta com o Cerflor (Programa de Certificação Florestal), do Inmetro. Eles provam que houve controle na extração, com baixo impacto ambiental e preocupação social. “Mesmo que a madeira tenha entrado legalmente em São Paulo, não significa que ela também tenha sido produzida assim”, observa Maurício Voivodic, coordenador de certificação de florestas naturais do Imaflora.

Este artigo foi extraido há meses da internet, enquanto fazia algumas pesquisas, no entanto, me esqueci de copiar os créditos da fonte. Por ser um tema de grande importância, insisti na publicação aqui no blog. Peço desculpas ao autor.
Fotos Google.

26 outubro 2010

{Curta!} | BOX:Delimite e Organize o Banho

Talvez poucas pessoas se preocupam com esse item, mas é preciso alertar para os cuidados que se deve tomar quando escolher o box do banheiro. Assim como todas as demais partes de um projeto de decoração, o box não deve passar desapercebido. E da mesma forma, é fundamental aliar o seu design a sua funcionalidade.

Em mais uma sessão de {Curta!}, destaco desta vez, informações importantes que ajudarão na escolha do melhor modelo para o seu banheiro. Confira e ... {Curta!}


O banheiro é um lugar de relaxamento e prazer. Daí a importância de ser um ambiente agradável, charmoso e organizado. Independente do tamanho uma constante nas salas de banho é o box. Escolher o material mais apropriado para delimitar este espaço ajudará na ambientação dando personalidade e glamour.

Preferência entre os profissionais do ramo o box de vidro é o mais usado nos banheiros. E não é difícil explicar a preferência. O vidro oferece transparência, dureza, não é poroso nem absorvente, é ótimo isolador, tem baixa condutividade térmica, é durável e suporta pressão. Além disso quando neutros não comprometem a composição e se coloridos acrescentam personalidade e criatividade oferecendo beleza e design moderno.

O vidro mais usado é o temperado por ser seguro, prático e resistente. E pode ser encontrado em várias opções que vão do incolor aos serigrafados com várias opções de cor e desenhos. Com espessuras que variam de 06 mm a 10 mm, sendo 08 mm a mais usada pois é mais segura que a de seis mm e mais acessível que a de 10 mm.


Parte integrante do box as ferragens merecem uma atenção especial. Peças fundamentais para garantir longevidade e funcionalidade, devem ser escolhidas com critério e requerem uma perfeita colocação devendo seguir normas técnicas uma vez que precisam respeitar a dilatação do vidro.

Com relação aos tipos você pode optar por frontais com portas de correr ou de abrir, de canto ou ainda os articulados caso seu espaço seja pequeno.



Para a limpeza do vidro do box use apenas sabão neutro e água ou produtos próprios para vidro. Não use produtos abrasivos como esponjas de aço. E se o vidro do seu box não estiver equipado com cobertura hidrofóbica que repele a água, para evitar manchas, após o banho, remova a água usando um rodinho. Isso ajudará a manter a superfície seca e livre de manchas e gordura.

Um alternativa ao box de vidro é o box de acrílico. Mais barato em relação ao seu concorrente de vidro, é ideal para uso provisório ou em casos em que os usuários são cianças ou idosos, pois o acrílico pode ser mais seguro que o vidro em caso de quebra. Possui estrutura de alumínio e placas em acrílico com opções de padronagem e cores. Mas é menos resistente e durável que o vidro.

Agora se a grana anda curta mesmo ou o espaço não permite a abertura de portas que tal usar uma cortina descolada? É isso mesmo, tem modelos lindos no mercado com padronagens criativas, modernas e divertidas. Você pode criar um espaço único, cheio de charme, colorido, com muita personalidade e sem deixar de ser funcional.


E se for projetar seu box fique de olho nestas dicas:

- As dimensões mínimas são: 80 cm de largura por 80 cm de altura sendo a medida padrão 1,20 de largura por 1,90 de altura.
- O chuveiro deve ter uma distância de 2,10m do piso e os registros de 1m
- E o ralo coloque no lado oposto ao chuveiro para maior conforto, segurança e higiene.

Fonte Pólo Serviços
Fotos Google

05 outubro 2010

Tamanho é Documento! | Guia Prático de Áreas e Medidas


Um projeto cuidadoso e caprichado garante o sucesso comercial e o bem estar dos moradores de uma residência. Além dos parâmetros básicos de todo projeto arquitetônico como aproveitamento do terreno, estética, circulação e aspectos estruturais a base do conforto é estabelecer medidas corretas para cada ambiente e cada detalhe.

A previsão das medidas corretas para cada ambiente garante uma residência mais confortável, parece que tudo está no lugar certo ou, melhor ainda, quando os moradores sentem que parece que tudo sempre esteve lá, como se fosse coisa da natureza. Para ter ambientes bem planejados o ideal é contar com o apoio de um arquiteto ou decorador. Eles estão preparados para encontrar a melhor solução para cada espaço, aproveitando ao máximo cada pedacinho do terreno e da futura construção.

Antes de elaborar o projeto propriamente dito é necessário analisar a circulação do ambiente, bem como a atividade e respectivos utensílios que ali serão instalados. A abordagem é feita de fora para dentro e vice-versa, ou seja, primeiro se analise o terreno e o que ele permite fazer, logicamente levando em conta o orçamento disponível. A partir da área disponível e da proposta da construção o arquiteto vai estudar cada cômodo, para que atendam aos objetivos. Analisado cada ambiente, vai-se estudando a circulação entre eles e como se enquadram na construção como um todo.

Neste pequeno guia estão algumas destas áreas e medidas, que encontrei, escritas pelo arquiteto e jornalista Iberê M. Campos.

Cozinha -- A área mínima é de 4 m², com no mínimo 90 cm no corredor de circulação, para facilitar o trabalho sem interferir na passagem. A pia para lavagem de louças deve ter, no mínimo, 55 cm de profundidade enquanto que a altura média fica em 92 cm, variando conforme a estatura dos proprietários da casa.

Área de serviço -- Área mínima de 4 m², O tanque de lavar roupas deve estar em uma altura mínima de 80 cm.

Banheiro -- As dimensões variam de acordo com as peças a serem instaladas e a categoria do mesmo, por exemplo, simples, de luxo ou funcional. Em todos os casos, a medida mínima (realmente mínima!) é de 80cm, em termos de ergonomia, mas pode ser de 90cm e até 1 metro dependendo da legislação.

Se tiver apenas a bacia sanitária a área mínima é de de 1,20 m². Com bacia sanitária e lavatório a área mínima sobe para 1,50 m² com os mesmos 80cm de medida mínima. Com bacia sanitária e chuveiro vai para 2 m². Se contiver bacia sanitária, chuveiro e lavatório precisará de 2,50 m².

As dimensões do box de chuveiro não deveriam ser menores que 80 x 80 cm, mas em casos excepcionais se admite até 70cm, entretanto o ideal é que seja maior que 80cm, algo como 100 x 90 cm.

Lavabo -- Quando é composto por lavatório e vaso sanitário sua dimensão mínima é de 80 x 120cm, ou seja, quase 1 m². A porta deveria ser aberta, sempre, para o lado de fora, não só para economizar o precioso espaço interno mas para permitir acesso ao interior caso alguém desmaie dentro do cômodo.

Hall de entrada -- Para transitar sem aperto, facilitando a abertura da porta e a entrada de uma ou mais pessoas é preciso um espaço mínimo de 1,80 x 1,80 m.

Garagem -- O projeto de garagens requer estudo cuidadoso, pois além do espaço ocupado pelo veículo propriamente dito há que se prever a circulação e manobra além da abertura de portas para entrada e saída de pessoas e bagagens. O espaço realmente mínimo é de 2,25 x 4,50 m, mas recomenda-se que, se possível, se passe para 2,80 x 5 m. Isto porque as vagas devem permitir que, quando o veículo estiver centralizado nela, exista um espaço mínimo de 30 cm ao redor para facilitando o embarque e o desembarque.

Adega -- A colmeia, que é o local onde se encaixam as garrafas levemente inclinadas, deve ter 30 cm de profundidade e cada compartimento deve possuir pelo menos 12 cm de diâmetro.

Dormitórios -- A área mínima é de 8 m² enquanto que a dimensão mínima é de 2,50m. Para dormitórios confortáveis e versáteis, entretanto, recomenda-se que a dimensão mínima seja de 3,00 m. Aliás, a medida do dormitório costuma ser o módulo de medida usado no projeto de residências, quando se define a medida mínima do dormitório, que geralmente fica alinhado com a fachada do imóvel, passa-se a dimensionar os outros ambientes. Ao projetar um dormitório é preciso reservar espaço para a cama, que possui comprimento mínimo em torno de 2 m e largura que varia com o tipo. O modelo de casal tem ao menos 1,38 m mas pode chegar a mais de 2,00 nos chamados modelos “King Size”. Também é necessário espaço para circulação ao redor da cama, para tanto nas laterais deve haver uma distância livre de pelo menos 60 cm e de 75 cm nos pés da mesma. Um dormitório de empregada que realmente vá ser usado como tal deve ter, no mínimo, 6 m² de área e medida mínima de 2 m, coisa que dificilmente se vê nos apartamentos projetos atualmente.

Closet -- A área mínima de um ambiente de vestir é 4 m², sendo que a área mínima é de 2 x 2 m. Isto porque é preciso prever espaço para a abertura das portas e também que um armário de boa qualidade tem 60 cm de profundidade e é necessário no mínimo 80cm de circulação. Os modelos comerciais de armário, entretanto, têm 55 ou até mesmo 50 cm de profundidade, insuficientes para colocar uma roupa pendurada sem amassar, mas se o usuário insistir em usar estes modelos poderá baixar a medida mínima para algo como 1,90m.

Salas -- Devem ter no mínimo 8 m² de área útil. Para salas de TV, a área mínima recomendada é de 4 x 3 m com pé-direito de 2,40 m. Isto porque é preciso fornecer conforto acústico e visual para assistir TV ou escutar música, e a distância entre a TV e o telespectador deve ficar em torno de 2,50 m. A altura do centro do monitor de TV deve estar entre 50 e 80 cm do chão.

No mínimo, uma mesa redonda para quatro pessoas deve ter 90 cm de diâmetro e uma para seis pessoas 1,25 m. Uma mesa quadrada com quatro lugares tem dimensão mínima de 1,30 x 1,30 m e a de oito lugares fica em 1,50 x 1,50 m. É recomendável reservar 80 cm entre o encosto da cadeira e a parede para que os usuários possam sentar e levantar tranqüilamente da mesa, mas se puder deixe um espaço maior.

Escadas e corredores -- Quando de uso restrito, deve ter largura mínima de 0,90 m. Quando curva e estreita, a largura varia entre 0,70 m e 0,80 m. Para uma escada de uso comum, ou seja, com espaço para duas pessoas passarem ao mesmo tempo, a largura mínima exigida é de 1,20 m. Nas escadas de uso coletivo, ou seja, para três ou mais pessoas usarem ao mesmo tempo, a largura mínima exigida é de 1,90 m. Em todos os casos, o pé-direito deve ter, no mínimo, 2,10 m.

Não se esqueça também dos degraus. Para as escadas ou desníveis serem confortáveis e seguros, cada degrau precisa terno mínimo 0,17 m de altura e 0,27 m de largura. Nunca deve ser maior que 0,85 m. Assim você garantirá segurança na circulação

Outras medidas:

Além destas medidas e áreas para os cômodos, diversos elementos de uma residência têm medidas mínimas, em termos de ergonomia, facilidade de manutenção e para instalar os eletrodomésticos. Veja:

Guarda corpo e peitoris -- Geralmente projetado para a proteção de escadas e terraços, o guarda corpo deve ter altura suficiente para evitar quedas. A altura mínima deve ser de 85 cm, enquanto que um peitoril de janela deve ficar entre esta medida e 1,10.

Instalação Elétrica -- As tomadas são colocadas em três alturas, conforme seu uso: as baixas, entre 25 a 40 cm. As de altura média, usadas geralmente para os interruptores, ficam entre 90 a 120cm, sendo mais usual a medida de 110cm. Já as tomadas altas, usadas para chuveiros, exaustores e aparelhos de ar condicionado, ficam entre 2,10 a 2,20 m.

Os interruptores ficam entre 1 m a 1,30 m. Nos dormitórios, é importante colocar pelo menos dois interruptores, um junto à porta de entrada e outro perto da cabeceira da cama.

A campainha deve ser instalada no máximo a 1,50 m de altura para permitir o acesso a crianças e portadores de deficiência física, e no máximo a 30 cm do portão, para que o braço possa alcançá-la sem esforço.

Instalação Hidráulica -- A altura mínima do registro da água do chuveiro deve estar a 1,20 m e a ducha ou chuveiro a 2,10 m na parte de baixo, enquanto que o registro geral devem ficar a 1,90. Esgoto de tanque fica a 40 cm e de pia de cozinha a 50cm do chão.

Portas -- Nas medidas de portas deve-se entender o que é medida da folha e o que é vão-luz. Convencionou-se que a folha de porta entra 1 cm de cada lado e 1 cm no topo para encaixar no batente. Já o vão-luz é a medida livre no batente, sendo que a medida padrão para a altura do vão-luz é de 2,10m. Assim, uma porta com vão-luz de 80cm vai usar uma folha de 82 x 211. Uma porta com folha dupla e vão luz de 1,40m vai usar duas folhas de 72 x 211cm.

As medidas comerciais para as portas são de 60, 70, 80, 90 e 100cm. Usa-se a de 60cm em banheiros, lavabos e despensas, a de 70cm para banheiros e até nos dormitórios, mas nestes últimos é melhor ficar com portas de 80cm, para facilitar a entrada dos móveis. Nos corredores e portas de entrada recomenda-se portas de 90 em ou mais.

Se necessário instalar um olho mágico, este deve ficar ao centro da porta em uma altura mínima de 1,50 m, mas que deve ser medida pela altura do olho da menor pessoa da casa para garantir a comodidade de todos.

Janelas -- Seu tamanho deve seguir o desejo dos proprietários e do projeto arquitetônico. Devem ficar numa altura que permita que uma pessoa em pé ou sentada dentro do ambiente consiga visualizar o lado de fora.

Janelas de cozinha devem ter seu peitoril numa altura mínima de 1,25 m. Para dormitórios, escritório e salas, a altura mínima é de 1 m enquanto nos banheiros é de 1,80 m, podendo ser menos desde que se garanta a privacidade do usuário com elementos como vegetação, brise-soleil ou muros.

Em qualquer caso, a área de iluminação deve ser de 1/10 da área de piso para ambientes de permanência prolongada, como salas e dormitórios, e de 1/7 da área de piso para ambientes transitórios, como banheiros e cozinhas.

A área de ventilação natural deve ser de, no mínimo, a metade da superfície de iluminação natural para cada ambiente. Por exemplo, uma sala de 20 m² deve ter janela com no mínimo 2 m² envidraçada e que abra permitindo vão de ventilação com ao menos 1 m².

Armários -- Para qualquer tipo de armário o ideal é não ultrapassar 1,80 m, para evitar o uso freqüente de escadas. Pode-se usar armários mais altos, mas recomenda-se que não passem de 2 m desmontados, para que possam passar pelas portas. Em caso de optar pelos armários embutidos recomenda-se que, quando suspensos, tenham pés com altura mínima de 0,10 m para facilitar a limpeza.

Fonte: IBDA - Forum da Construção (2007)

17 setembro 2010

Entenda de Janelas

A importância das janelas vai além das exigências estéticas, de luminosidade e ventilação dos espaços. Ela deve aliar tais fatores à garantia da privacidade, segurança e bem estar das pessoas nos ambientes. Para isso, é preciso conhecer algumas particularidades desse recurso arquitetônico, como a forma de abertura e projeção das folhas, vedação, isolamento acústico etc. Confira as informações e dicas que encontrei, que vão ajudar na melhor escolha.

Em geral, os principais modelos de janelas que encontramos no mercado são:

Bay Window - típica da arquitetura inglesa, esse modelo de janela, sempre instalada no piso térreo, tem três faces que se projetam para fora do prumo da construção. Possui variações como a Oriel Window, instalada no andar superior e ocupando todo o pé-direito do ambiente, e a Bow Window, que, em vez de facetada, projeta-se para fora das paredes como um volume semicircular.

Sanfonada - também conhecida como camarão, move-se no sentido horizontal, flexionando suas folhas com a ajuda de dobradiças. Regula bem a entrada de luz e ar, mas quando fechada não permite boa vedação.

Basculante - projeta-se para dentro ou para fora, num movimento de rotação em torno de um eixo horizontal ou por meio de um braço de articulação. Dependendo do ângulo de abertura de suas folhas, a ventilação é parcial, mas constante.

Máximo-ar - denominação de janelas, cuja abertura deixa os vidros numa posição perpendicular em relação à esquadria. Garante boa ventilação e iluminação, mas pouca privacidade.

Veneziana - com palhetas na horizontal, que se apóiam na caixilharia. Além da de palhetas estreitas, existe o tipo portuguesa, cujas palhetas em balanço avançam para fora do caixilho. Proporciona ventilação mesmo fechada.

De Correr - bastante utilizada, move-se ao longo de trilhos; é chamada de deslizante quando se abre para as laterais, e de guilhotina quando se abre para cima e para baixo. Em ambos os casos, apresenta manobras simples, que poupam os espaços ao redor, tanto interna como externamente. A ventilação apenas se dá em 50% da abertura.

De Abrir - assim são chamadas as janelas tradicionais que liberam 100% do seu vão para entrada de ar, sem nenhuma resistência ao vento. Existem as de folhas duplas (caso se abram para dentro, dificultam a colocação de cortinas; se para fora, o uso de grades de segurança ) e as de folhas simples. Tanto numa quanto noutra, as folhas se fixam apenas quando abertas ou fechadas totalmente.

De Tombar - este tipo de janela, como o nome já diz, tomba para dentro, mas apenas na parte superior da esquadria. Apesar de não liberar totalmente o vão, oferece aeração constante e boa vedação contra chuvas e ventos.

Pivotante - determinada por movimento giratório em torno de um eixo (pivô) vertical instalado no meio da abertura ou mais próximo de uma das bordas. Cria vãos que permitem a circulação do ar em todo o ambiente, mas dificulta a colocação de cortinas e grades.

Vitrôs - uma ou mais folhas de vidro que se movem na vertical ou na horizontal a partir do comando de uma alavanca. Além de não liberarem o vão para passagem total do ar, proporcionam reduzida vedação.

Vidro fixo - este tipo de janela se caracteriza pela imobilidade tanto dos vidros como dos caixilhos, que se mantém fixados à abertura. Com luminosidade, vedação e segurança garantidas, a aeração, por sua vez, é nula.
 
As Esquadrias
Geralmente são feitas em quatro materiais básicos: madeira, alumínio, aço (ferro) e PVC:

 De Madeira - má condutora de calor e som, mas excelente isolante termoacústico, destaca-se pela nobreza que confere aos acabamentos. São as mais recomendadas para casas de praia e campo por oferecer, quando tratadas corretamente, boa resistência à maresia e ao tempo. O tipo de madeira também deve ser observado, já que algumas são mais resistentes que outras, não necessitando sequer de tratamento.

De Aço - conhecida como "de ferro", difundiu-se entre as construções populares; por ser sensível à corrosão, esse problema foi minimizado com adição de cobre ao aço. Assim como as de alumínio, são boas condutoras de calor e som, e por isso, péssimos isolantes termoacústicas.

De PVC - utilizado na produção de caixilhos é o PVC Plus, que recebe aditivos químicos, que proporciona maior resistência a impacto e calor, e aderência a pigmentos para cor. Além do ótimo isolamento termoacústico, o PVC oferece boa vedação à água e ao ar, e demonstra grande resistência à poluição química.

Os Vidros
São elementos de destaque nas janelas, proporcionando segurança, luz e visibilidade às construções. O mais comum é o cristal liso, encontrado nas cores fumê, verde e bronze e com espessuras de 3 a 6mm. Porém, existem tipos tecnicamente mais sofisticados. É o caso do laminado, ideal para segurança, que apresenta uma camada de polivinil butiral (espécie de plástico prensado entre os vidros) que, mesclando tonalidades diferentes de vidro e plástico, permite maior diversidade de cores. Sua espessura varia de 6 a 40mm; em caso de quebra, os cacos se mantém grudados ao butiral. Muito mais seguro.

Os aramados, com arames na horizontal e vertical, são fundidos junto com os componentes do vidro (sílica). Translúcidos e sem cor, constituem-se numa alternativa que fica apenas na promessa da paisagem, deixando a luz passar sem revelar com nitidez as imagens. Têm de 6 a 7mm de espessura.

Finalmente, os temperados, obtidos a partir do aquecimento e resfriamento abruptos dos materiais. Não permitem cortes ou furos depois de prontos, são produzidos sob encomenda, podendo ter 6, 8 ou 10mm de espessura. As colorações mais comuns são verde, marrom e cinza.

Fonte: Guia da Obra (2007); Revista Arquitetura & Construção (1993)
Fotos: Google

Janela Décor
Vestir as janelas de qualquer casa acaba por produzir um resultado decorativo, mas também funcional. Se por um lado, os diversos adereços disponíveis para “tapar” janelas são perfeitos para conferir privacidade a quem está da parte de dentro e regular a intensidade da luz, aquecendo no Inverno e refrescando no Verão, podem e devem enquadrar-se no esquema decorativo existente. Faça das janelas as estrelas de todas as divisões do seu lar! (http://www.eudecoro.com/)

Algumas Inspirações...















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